quarta-feira, 29 de junho de 2011

ERP: Sorte ou azar?

Recentemente tomei conhecimento de uma pesquisa do Gartner que afirma que em 2011, a América Latina está posicionada como uma das regiões que receberão maior volume de investimentos em softwares, principalmente de gestão, mais conhecido como ERP ( Enterprise Resource Planning). Ou seja, muitas empresas investirão na aquisição ou melhoria do seu ERP.

Outra estimativa do Gartner, segundo a Forecast Analysis: Small-and-Midsize-Business, é de que até 2013, o mercado de ERP da América Latina deverá atingir US$ 584 milhões em receitas totais de software e as empresas provedoras de ERP cresçam.

Mas mesmo as tecnologias mais avançadas podem resultar em decisões de negócio desastrosas, se não forem tomados os devidos cuidados. É importante ficar atento a alguns cuidados necessários antes da aquisição ou da troca de ERP.

Por exemplo, as principais reclamações das empresas clientes de ERP são relativas à deficiência no suporte e atendimento. Em geral, as empresas fornecedoras de ERP cobram pela visita de suporte local e isso inibe o cliente a solicitá-la. Assim, o custo paramanutenção do ERP em perfeito estado de funcionamento fica elevado.

Neste caso, saem em vantagem os ERPs contratados em formato de prestação de serviço mensal. Como a empresa não investe valor algum, o risco financeiro pelo insucesso do projeto é quase nulo e a relação com seu parceiro de ERP é avaliada mensalmente, ou seja, a satisfação do cliente está sempre em primeiro lugar e a evolução tecnológica fica garantida.

A licença de uso é financeiramente vantajosa apenas se a empresa possuir processos bem definidos e aderentes ao ERP contratado e se esses processos não sofrerem mudanças ao longo dos anos, mesmo com seu crescimento. Sendo assim, não existirão novos investimentos para melhorias e customizações durante o período de vida útil da solução contratada.

Escolher o ERP não é uma tarefa simples, portanto, a empresa cliente deve estar atenta e estabelecer claramente seus objetivos e necessidades. Também é importante identificar a experiência do fornecedor de ERP no atendimento do seu ramo de atividade e, se possível, visitar alguns dos seus clientes para saber como eles avaliam o seu atendimento.

Aconselho a criação de um comitê interno na empresa que represente todas as áreas a serem atendidas pelo ERP, criando conceitos para avaliações e tomada de decisão. É necessário avaliar a tecnologia aplicada no ERP, verificando as inovações, as melhorias previstas, se estão dentro das tendências de mercado e se a sua empresa está preparada com recursos necessários de infraestrutura para a implementação.

Avalie os valores financeiros envolvidos no projeto, como licenças de uso, customizações, implantação e cobranças de horas-homem durante e após a implementação. Compreenda bem as regras de comercialização do ERP para saber como se comportarão no futuro, no atendimento das novas necessidades, principalmente, no que se refere ao crescimento e evolução dos processos da empresa.

O suporte e a manutenção do ERP devem ser realizados de forma proativa, para permanente discussão e identificação de novas necessidades do cliente. E a manutenção do sistema deve ocorrer baseada em um planejamento definido a quatro mãos, com as definições de prioridade decididas pelo interessado, o cliente.

Por último, com um ERP nacional, a velocidade no entendimento e atendimento das necessidades do cliente é maior, bem como a facilidade para possíveis implementações para atender, por exemplo, futuras alterações de legislação do país.
Então, ter sorte ou azar com seu ERP só depende de você !

(*) Paulo Silas Martins é gerente de Negócios e Relacionamento da consultoria SEND Informática

terça-feira, 28 de junho de 2011

Como determinar a tributação de um produto?

A complexidade do nosso sistema tributário não é novidade. A quantidade de normas que precisam ser observadas pelo contribuinte já motivou, inclusive, a seguinte frase do saudoso jurista Alfredo Augusto Becker:

“Se fossem integralmente aplicadas as leis tributárias, todos os contribuintes seriam passíveis de sanções, inclusive de cárcere e isto não tanto em virtude da fraude, mas principalmente pela desorientação que o caos da legislação tributária provoca no contribuinte.”

Além da grande quantidade de normas existentes, a sua inconstância é outro desafio que se impõe ao contribuinte. Dificilmente é possível afirmar que a norma hoje aplicada também o será amanhã, o que nos obriga a mantermos uma constante vigilância.

Mas se tais fatos não nos parecem novos, o que muita vezes ainda causa surpresa, mesmo para aqueles que atuam na área tributária, é o incontável número de condições a serem observadas para se chegar à definição da regra tributária a ser aplicada em cada operação.

É comum nos depararmos com ERP ou sistemas fiscais nos quais as regras tributárias são definidas a partir do tipo de operação praticada pela empresa ou, então, a partir do Estado de destino da mercadoria. Aqueles em que a NCM é o condicionante da regra tributária estão entre os mais avançados. Mas será que isso basta?

Face ao nosso sistema tributário, é possível afirmar que não. Há inúmeras operações em que a regra tributária é alterada face ao destinatário da mercadoria. Isso acontece nas regras de substituição tributária, por exemplo. Nas vendas para consumidor final, a substituição tributária não se aplica; todavia, se a operação for interestadual deverá haver a antecipação do imposto.

A condição do remetente da mercadoria é outro condicionante. Os importadores e fabricantes, em regra, são os substitutos tributários, enquanto atacadistas e varejistas são os substituídos. Em operações interestaduais, no entanto, estes últimos também podem revestir a condição de substitutos.

O próprio fato da operação ser por atacado ou varejo também pode influenciar na tributação. Assim ocorre, por exemplo, nas vendas de carnes suínas, onde a suspensão do PIS e da COFINS não se aplica na venda a varejo.

A NCM é muito importante na definição de regras tributárias, especialmente quando se trata de substituição tributária, mas nem sempre se basta em si mesma. Nos incontáveis protocolos e convênios que tratam de substituição tributária, é comum a NCM estar atrelada a uma relação de produtos. Quando isso ocorre, é porque não são todos os produtos classificados naquela NCM que se enquadram na regra tributária. A lista não é exemplificativa e sim restritiva!

É por isso que características do produto, como peso e composição, podem ser fundamentais nessa análise. Frutas em conserva, por exemplo, apenas estão sujeitas à substituição tributária quando apresentadas em embalagens de conteúdo inferior ou igual a 1 kg. E tal previsão de substituição tributária, aplicável em operações originadas em São Paulo com destino a Minas Gerais, ainda não será aplicável se o Estado de destino for o Rio de Janeiro.

A Margem de Valor Agregado - MVA, utilizada no cálculo da substituição tributária, também se altera em face de características do produto. O papel higiênico, classificado na NCM 4818.10.00, terá sua MVA alterada apenas pelo fato de ser folha simples ou dupla, o que evidencia que o controle por NCM nem sempre é suficiente.

O tipo de operação também tem impactos na definição da regra tributária. Enquanto uma operação de venda está sujeita ao ICMS, a operação de transferência da mercadoria para uma filial não estará. Se esta filial estiver em outro Estado, no entanto, já teremos mudança na forma de tributação.

E se a operação de saída possui tantos reflexos, igualmente terá as operações de entrada. A condição do remetente da mercadoria, bem assim sua localização geográfica, possuem reflexos imediatos na questão da apropriação de créditos e, inclusive, na forma como esse mesmo produto será tributado em sua posterior saída.

Aliado a tudo isso, ainda há os regimes e programas especiais, que podem estar atrelados ao produto, ao remetente ou ao destinatário da mercadoria. Até mesmo o município de destino da mercadoria ou a forma que ela será empregada impactam na regra tributária.

As condições listadas demonstram que um único parâmetro não é suficiente para definição da regra tributária. É necessária a junção de diversos elementos para se chegar à regra tributária aplicável em cada situação, o que, em muitos casos, foge àquilo ao que o ERP ou sistema fiscal do contribuinte está preparado.

E essa complexidade tributária, atrelada à inconstância da legislação, acaba trazendo reflexos nocivos ao contribuinte. Como evidenciou a pesquisa realizada pela FISCOSoft, com mais de 400 empresas, é representativo o número de contribuintes que recolhem tributos a maior ou que sofrem autuações pelo recolhimento a menor.

Diante de tal cenário, é necessário que as empresas repensem seus processos e avaliem alternativas para se manterem atualizadas o que, consequentemente, lhes permitirá correr menos riscos tributários.

Fabio Rodrigues de Oliveira

http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=161805

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Unigex e Zanthus consolidam parceria

Durante a Autocom 2011 em São Paulo a Unigex consolidou sua parceira com a Zanthus, melhor fornecedora de soluções de frente de loja do Brasil. Além de conhecer os lançamentos como a solução de PDV Touchscreen, nosso diretor Valder Cantídio aproveitou para planejar as ações de marketing conjunto para o segundo semestre.

 Valder Cantidio (Unigex) e Rogério Alegrucci (Zanthus)

Zanthus lança PDV TouchScreen

Agora você pode controlar seu frente de loja na ponta dos dedos, a Zatnhus, parceira da Unigex em soluções de pdv e checkout, lança na Autocom 2011 o PDV Touchscren, uma solução de frente de loja com uma interface fantástica e todo o know how da Zanthus para a retaguarda das lojas. Esta é mais uma solução que está integrada ao ERP Minimal 2011.

Autocom 2011

A Unigex marcou presença na Autocom 2011, maior feira de automação comercial da América Latina com a ida de seu Diretor Valder Cantídio que visitou os estandes da feira conhecendo os lançamentos da empresas parceiras como Zanthus, Auttar e Daruma.

domingo, 17 de abril de 2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Inconstância na lei tributária gera custo a empresa

Aproximadamente 40% das empresas brasileiras demandam mais de cinco profissionais para acompanhar as constantes mudanças na legislação tributária.

Quase 50% das companhias alocam entre duas e quatro pessoas especializadas na função.
A conclusão é de levantamento realizado pela consultoria Fiscosoft.

Mais de 30 horas são investidas todos os meses nesta questão em cerca de 45% das empresas, de acordo com o estudo, que abordou mais de 440 organizações. Quase 50% delas ainda precisam investir em serviços de assessorias externas.

“Com todo o investimento em pessoas, recursos externos e tecnologia, ainda há impactos e 50% dizem que já detectaram falhas no processo de atualização às mudanças legais, que ocorrem quase diariamente”, afirma Fabio Rodrigues, diretor da Fiscosoft.

Erros costumam culminar em recolhimento maior de tributo, segundo ele.
O ICMS é o maior responsável pela dificuldade, segundo 60% dos pesquisados, seguido pela contribuição para o PIS/Cofins (34%).

“Como o ICMS é estadual, as legislações são distintas e é necessário conhecer todos os locais onde a empresa opera.” Mais de 40% delas precisam acompanhar de dois a sete Estados.

Para amenizar a questão, o país precisaria de uma reforma tributária muito “drástica”, segundo Rodrigues.
“Teria que alterar profundamente o nosso sistema, principalmente em relação ao ICMS, o que esbarra no interesse dos Estados.”


Fonte: Mercado Aberto - Maria Cristina Frias

Enviado para o Blog pelo nosso consultor Bruno Melo

quinta-feira, 24 de março de 2011

Qual a grande desvantagem de corrigir erros do ERP diretamente no aplicativo PVA

“Qual a grande desvantagem de: após importado o arquivo txt contendo a EFD gerada pelo ERP da empresa, encontrando erros, e corrigir diretamente no aplicativo PVA do EFD Fiscal?”

Simples assim: você estará limpando o rio, mas a fonte poluidora continua como antes.

Considerando que o contribuinte deverá utilizar a EFD para efetuar a escrituração do:
“I – Livro Registro de Entradas;
II – Livro Registro de Saídas;
III – Livro Registro de Inventário;
IV – Livro Registro de Apuração do IPI;
V – Livro Registro de Apuração do ICMS;
VI – documento Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente – CIAP – modelos “C” ou “D”. (Ajuste Sinief 2/09)

Considerando também que:

“a EFD é um arquivo digital, que se constitui de um conjunto de escriturações de documentos fiscais e de outras informações de interesse dos fiscos das unidades federadas e da Secretaria da Receita Federal do Brasil, bem como de registros de apuração de impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte.” (Receita Federal do Brasil em www1.receita.fazenda.gov.br)

E, considerando, por fim, que o ERP (sistema integrado para apoio à gestão empresarial) é o software que registrará os documentos fiscais relativos às operações empresariais de entrada e saída, as movimentações de estoque, o controle financeiro, as apurações tributárias, e, sobretudo, o registro contábil de tudo isto.
Se você está corrigindo erros diretamente no PVA, significa que alguma informação foi registrada ou alguma apuração foi realizada com uma não conformidade fiscal.

Provavelmente, você conseguirá sanar o problema relativo àquele período de apuração.

Contudo, o fator causador continua existindo: configurações ou regras de negócio incompatíveis com a legislação fiscal em vigor.

Portanto, no próximo período, possivelmente o erro voltará a  ocorrer.  Ou até mesmo aprofundar, gerando a famosa “bola de neve”. Isto ocasiona um custo adicional decorrente do retrabalho crescente.

Mas, o pior nem é este custo.

A fonte de informações contábeis, fiscais e operacionais é o ERP.  Neste caso, ele continuará com os dados incompatíveis. Assim, outras declarações fiscais também poderão ser geradas refletindo esta incompatibilidade.

Provavelmente haverá inconsistência no cruzamento de dados dos fiscos estaduais e federais através de, por exemplo: SPED Contábil, EFD PIS/Cofins, DACON, SINTEGRA, DCTF, DIPJ e dezenas de outros “velhos conhecidos nossos”.

Enfim, resolveu o problema imediato, mas não eliminou a causa primária.

Fonte: Roberto Dias Duarte
Enviado para o Blog pelo nosso consultor Bruno Melo

terça-feira, 15 de março de 2011

PIS-Cofins: prepare-se para a etapa mais complexa do Sped


Por Rodrigo Afonso, da Computerworld
Publicada em 14 de março de 2011 - 07h30

Nova exigência do fisco traz desafios ainda maiores para as organizações que já se adaptaram às outras fases.

A transição que o governo preparou para as empresas no Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) chega a uma das etapas de maior complexidade: o Sped Pis-Cofins. Somente as empresas sujeitas ao acompanhamento econômico-tributário diferenciado já deve entregar o documento. A grande maioria das empresas tem o prazo de 1º de julho de 2011, no caso das companhias tributadas pelo lucro real e 1o de janeiro de 2012, para as tributadas pelo lucro presumido ou arbitrado.

Os cuidados que devem ser tomados em relação às outras fases do Sped, no entanto, devem ser redobrados. Embora as empresas já tenham um histórico de adaptações ao sistema de escrituração digital, o Sped PIS-Cofins é de uma complexidade muito maior, por suas características que exigem o detalhamento das transações por item, não mais por nota fiscal.

Um dos setores que sofrerá bastante impacto é o de varejo, que frequentemente lida com centenas ou milhares de itens em uma única nota fiscal. O desafio de configuração e implementação completa dos sistemas é grande, mas um muito maior, segundo especialistas, é a qualidade dos dados.

De acordo com o sócio diretor da Essence, Gabriel Rodrigues, esse conjunto de fatores já deveria estar sendo estudado pelas corporações para se adequar ao sistema. “Quem começou agora, já está atrasado”, afirma o executivo. Segundo ele, um projeto pode demorar até seis meses para ser concluído e podem custar 145 mil reais. A multa por mês de atraso na entrega dos documentos é de 5 mil reais.

Segundo o gerente de produto da IOB Soluções, Edson Lima, o sucesso dos projetos Sped já implementados não garantem o mesmo feito no Pis-Cofins. Muitas empresas adaptaram a sua forma de trabalhar, mas não atentaram para a qualidade das informações que estavam entregando.  “A preocupação concentrou-se muito na parte sistêmica, no layout, mas não observou a qualidade dos dados. No caso do Pis-Cofins, se um produto estiver classificado incorretamente, a companhia pode perder capital, pagar tributos que não deveria”, avalia.

Lima diz que em um país onde as alterações legais ocorrem em um ritmo de quatro por hora, os que não possuem um processo para atualizar cadastros e estar em conformidade com a regulação vão enfrentar muitos problemas. “Qualidade da informação, sem dúvida, é o calcanhar de aquiles do Sped, questão que perdura desde o início da escrituração digital, em 2008.”

O diretor de pesquisa & desenvolvimento da Sonda Software, Eduardo Borba, coloca a qualidade de dados como um dos três pontos de sucesso para um projeto bem implementado. O pré-requisito para um projeto bem-sucedido é manter os dados bem estruturados antes, pois o impacto de cadastros errados pode ser muito grande nas empresas”, avalia.

Borba aponta como fundamental a reavaliação dos próprios processos empresarias, geralmente representados pelo ERP, e da própria infraestrutura. Poucas organizações têm capacidade de processamento de dados requerida para a quantidade de transações que o Sped Pis-Cofins pode gerar.

Nesse contexto, Borba acredita que o Sped Pis e Cofins pode ser o estímulo que faltava para muitas corporações adotarem modelo de software como serviço (SaaS), já que permite uma forma mais rápida de se adaptar às novas necessidades jurídicas. Assim, aquela velha história de deixar alguns serviços de TI nas mãos de terceiros para se dedicar a questões mais estratégicas, finalmente pode ser adotada por algumas organizações.

Borba afirma também que os novos processos fiscais devem representar uma nova era para os departamentos de TI: é a oportunidade para que saiam da mesmice e apareçam com propostas e oportunidades de projetos que melhorem não só os processos internos, mas também a gestão da empresa como um todo.

As pequenas companhias poderiam ser vistas como alvo preferencial do modelo SaaS. Mas as possibilidades que elas oferecem já atraem outras de maior porte. A Synchro formatou a oferta Sped nesse modelo e acabou atraindo o interesse de grandes corporações.

Segundo o presidente da Synchro, Ricardo Furnari, a oferta acabou conquistando uma indústria química multinacional, uma grande rede de livrarias e uma companhia aérea. Todas com negócios distintos, mas dentro da mesma aplicação no modo SaaS. “Mas o que percebemos é que o modelo caminha com força para o mercado de middle market, atendido por ERPs produzidos no Brasil. Adaptar o ERP começa a se transformar em um investimento muito alto para organizações de grande complexidade fiscal.

E isso acontece em um momento no qual os departamentos de TI enfrentam cada vez mais dificuldades em realizar altos investimentos, que seriam necessários para muitas empresas que precisam adicionar capacidade própria de processamento para melhoria e implementação de novos processos fiscais.

Como Borba, Furnari acredita nessa nova onda de tecnologia como impulsionador do mercado de SaaS. “Quando as soluções atingirem alta escala, os custos tendem a ficar reduzidos, o que deixa a oferta ainda mais atraente para as pequenas empresas.”

Para Furnari, o importante é não confundir SaaS com o conceito genérico de cloud computing pública. A ideia de que os dados na nuvem são desprotegidos  assustam companhias que precisam abrigar dados fiscais. SaaS pode existir com armazenamento privado e seguro e as organizações detalham as condições em seus contratos, com os devidos níveis de serviço (SLAs).

Borba estima que um projeto realizado em SaaS pode ter seu tempo reduzido entre 40% e 50%. Os mesmos números podem ser aplicados à economia direta em recursos financeiros aplicados. A explicação é o alto número de atualizações e de manutenções exigido pelas ferramentas. Quando está na casa do cliente, a responsabilidade por elas é do próprio. Mas no modelo SaaS, tudo é feito em tempo real e está embutido no contrato de aluguel de software.

Receita aumenta poder de monitoramento
Prática comum das empresas que se veem envolvidas em novas obrigações governamentais é o aproveitamento da possibilidade de retificação de documentos, quando os prazos apertam. O problema dessa atitude, hoje, é que o Fisco tem aparatos tecnológicos sem precedentes. As entregas de documentos são cruzadas, então eles conseguem saber onde a empresa mexeu e identificar a existência de problemas de processos na corporação.

A maior dificuldade para entrar corretamente no modelo, segundo Edson Lima, da IOB, está nas empresas que possuem múltiplas unidades. Todas as unidades precisarão conversar com a matriz, que gera um arquivo único e envia ao Fisco. O desafio tecnológico é integrar os diversos sistemas, eliminar ilhas de dados e, mais importante, ter toda informação à disposição para futura análise do Fisco e para a própria companhia.


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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Importância do capital humano na Era do Conhecimento

“Nesta era de mudanças dramáticas, os que tem sede de aprender, herdarão o futuro. Os que acreditam que sabem tudo, vão descobrir que estão preparadas para viver em um mundo que já não existe mais.”
Eric Hofer

O mundo mudou. E parece estar girando um pouco mais rápido. A informação caminha a uma velocidade antes inimaginável. Em menos de cinco minutos, temos conhecimento de fatos ocorridos no outro lado do mundo.

Não muito raro, ao final do dia ao assistirmos o tele-jornal, vemos um notícia que aparenta absurdamente velha. E para nossa surpresa, foi algo que aconteceu no início da tarde. Como pode ser possível? Aquela espera pelo jornal das 8 não existe mais … ou pelo menos, não com a mesma ansiedade, uma vez que a programação será uma retrospectiva de tudo o que foi exibido durante o dia, e visto por boa parte da população. Hoje uma pessoa pode ter acesso num só dia a um número equivalente de informações que um sujeito teria a vida inteira na Idade Média.

A informação se tornou algo tão comum, volumoso e dinâmico, que demandou uma outra necessidade, a de ser seletivo na busca por informações, criar um “SPAM” cerebral. Segundo uma pesquisa feita pela Price Waterhouse, o volume de conhecimento necessário para se manter atualizado no mundo dos negócios dobra a cada ano.

Não basta estar informado, o conteúdo deve ser confiável, tempestível, compreensível, e principalmente aplicável. E com isto, através da informação seletiva processada, surge o conhecimento.

Richard Crawford, em Na era do Capital Humano, diz o seguinte sobre informação e conhecimento:
“Um conjunto de coordenadas da posição de um navio ou o mapa do oceano são informações, a habilidade para utilizar essas coordenadas e o mapa na definição de uma rota para o navio é conhecimento. As coordenadas e o mapa são as “matérias-primas” para se planejar a rota do navio. Quando você diferencia informação de conhecimento é muito importante ressaltar que informação pode ser encontrada numa variedade de objetos inanimados, desde um livro até um disquete de computador, enquanto o conhecimento só é encontrado nos seres humanos. (…) Somente os seres humanos são capazes de aplicar desta forma a informação através de seu cérebro ou de suas habilidosas mãos. A informação torna-se inútil sem o conhecimento do ser humano para aplicá-la produtivamente. Um livro que não é lido não tem valor para ninguém. (…)

Com um fluxo de informações cada vez mais absurdo, a impossibilidade de processamento de tudo o que é considerado importante para uma determinada pessoa por levá-la ao que alguns estudiosos costumam chamar de estresse informativo (quando se recebe um bombardeio desordenado de informações, sem controle sobre isso e sem saber como se proteger, ou pelo menos, como selecionar de maneira correta).

Este é o grande paradoxo da Era da Informação, onde nunca foi tão fácil e barato adquirir informação para a construção do conhecimento, e ao mesmo tempo, nunca o mercado valorizou tanto o conhecimento.

Diante disto, vale a pergunta: “Você costuma verificar a data de validade de seu conhecimento?”. Para isto é muito importante refletir sobre as características da educação apontadas por Tom Peters:
1. A educação não termina com o último certificado que você consegue obter;
2. Estudar a vida toda é uma necessidade numa sociedade baseada no conhecimento;
3. A educação é o “grande jogo” que se deve jogar (e vencer) na economia global.

O capital humano passou a ter um valor inestimável para as empresas. Isto porque de nada adianta uma empresa bem montada, com bons produtos e equipamentos modernos, se os funcionários não souberem como operá-los.

O baixo desempenho, ou falta de diferencial competitivo não pode mais ser atribuído a falta de informação. E sim a incapacidade humana de aplicar o conhecimento a produtivamente.

“O conhecimento era um bem privado, associado ao verbo SABER. Agora, é um bem público ligado ao verbo FAZER.”
Peter Drucker

Bem, vivemos realmente em um novo mundo. Um mundo totalmente conectado. Podemos dizer que hoje participamos de um big-brother global. Com audiência 24/7 (vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana), onde empresas procuram entender como atender a esta geração que informação, tempo e comodidade é tudo.

E aí, conhecimento pode fazer toda a diferença.

*Nathaniel J V Pereira, é contador, especialista em Gestão Pública e em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas, Diretor Executivo da NTW Contabilidade e Gestão Empresarial, Coordenador da Câmera Setorial de Contabilidade do Vale do Aço/MG, Membro do Grupo de Trabalho do Voluntariado do CRC/MG.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Empresas do Lucro Real precisam repensar regime em função da EFD-Pis/Cofins

Para 2011, a criação da EFD-Pis/Cofins (Escrituração Fiscal Digital PIS e COFINS), já está causando preocupação para as empresas. “Isso porque a obrigação, que faz parte do projeto SPED – Sistema Público de Escrituração Digital, será muito mais complexa do que a ECD (Escrituração Contábil Digital) e a EFD (Escrituração Fiscal Digital) e exigirá das empresas uma atenção muito maior quanto à parametrização e geração dos dados”, explica o diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos.

“O que a maioria dos empresários e gestores ainda não sabe é que a EFD-Pis/Cofins causará grandes mudanças nas rotinas ficais e contábeis das empresas, principalmente nas de lucro real, que apuram o PIS e a COFINS pelo regime não-cumulativo (débitos e créditos) deverão possuir software ERP (sistema corporativo integrado com a contabilidade)”, acrescenta Richard Domingos.

Será necessário o sistema ERP porque os débitos e os créditos de PIS e COFINS deverão ser apurados e informados na EFD-Pis/Cofins por “por produto” ou por “item do serviço”. Ou seja, a empresa poderá vender na mesma nota fiscal produtos “tributados” e “não tributados” pelo PIS/COFINS, de modo que a tributação será por item da nota fiscal, com base na sua classificação fiscal e outros parâmetros. Hoje, a apuração do PIS/COFINS é feita pelo total da nota fiscal.

Portanto, para a empresa do Lucro Real é necessário um sistema “parametrizado” para gerar as informações, visto que a tributação do PIS/COFINS será por item da nota fiscal, tanto nas vendas, quanto nas compras.

Para quem emite NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), os arquivos XML (por produto) serão importados pelo sistema de contabilidade, para depois gerar o arquivo mensal da EFD-Pis/Cofins.

No tocante aos créditos de PIS/COFINS (que também serão registrados por item da nota fiscal de compra ou de serviço), estes deverão estar integrados com a contabilidade, vinculados à conta contábil, por isso é imprescindível a empresa possuir um sistema ERP.

“É importante acrescentar que, além das informações da apuração do PIS e da COFINS, o Fisco Federal terá acesso ao controle dos estoques e poderá utilizar os dados para fazer cruzamento de informações e fiscalizações”, alerta Richard Domingos.

Essa nova obrigação tem início em 1º de abril, para pessoa jurídica sujeita a acompanhamento econômico-tributário diferenciado e tributada com base no lucro real. Para demais empresas do lucro real o início será em 1º de Julho.

“Assim, podemos concluir que a empresa do Lucro Real que não possuir um sistema integrado (ERP), deverá optar pelo regime do “Lucro Presumido” em 2011, pois, não conseguirá cumprir com as exigências da EFD-Pis/Cofins relacionadas aos registros “por produto” das vendas e dos créditos “por item” das notas fiscais de entradas”, finaliza o diretor executivo da Confirp Contabilidade.

Fonte: Confirp
Enviado para o Blog pelo nosso consultor Luiz Carlos Carneiro

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ERP e o ano novo

Quanto você gastou no último ano? Como ficou seu orçamento? Tudo azul ou tudo no vermelho? Ou a “coisa” está realmente preta? Alimentação, diversão, lazer, saúde, educação, viagem, houve algum imprevisto? Faz idéia de quanto? Pode consultar seu “caderninho”, a agenda ou mesmo o Excel, mas responda-me sem “achismos”, sem “chutes”, e eu quero valores precisos. Não conseguiu? Está difícil? Vou facilitar um pouco e reformulo  a pergunta: Quanto você gastou no último mês? É possível você responder isso agora?

Talvez somente os mais organizados conseguiriam responder tal pergunta com rapidez e sem titubeios: números afiados na ponta da língua, boa memória ou quem sabe um pouco de sorte. Mas ainda questiono: seus dados são confiáveis? Aí cabe você mesmo checar, porém agora, seu tempo já esgotou.
Quero que você olhe para sua empresa ou para a empresa em que trabalha. Vou refazer a mesma pergunta: Quanto sua empresa gastou no último mês? Faz idéia? Água, luz, telefone, fornecedores, mercadorias, serviços, salários, impostos, financiamentos? As contas ficaram no azul ou no vermelho? Não sabe?

Então vou dificultar um pouquinho: Quanto cada uma dessas contas representaram ou representam nos gastos ou em relação ao faturamento mensal? Me responda agora, rapidamente! Conseguiu?

Se você conseguiu, parabéns! É sinal que seu modelo de gestão (pelo menos o financeiro) está “afiado”. Agora, se você não conseguiu responder a pergunta: ihhh! Complicada está ou certamente ficará a sua situação. Mas, não se desespere! Há ainda tempo de corrigir “as coisas” e não se acomode: vamos agir agora! Segundo o Prof. Roberto Dias “Para usar tecnologia é preciso mudar o jeito de pensar e agir”.  Imediatamente de preferência, pois tempo é dinheiro!

Responder aquela pergunta, algo que à princípio consideramos tão simples em sua grande maioria das vezes, não se torna tarefa fácil para maioria dos empresários, e verdadeiramente não é. Para tal, é necessário dispormos de informações necessárias.

Outro problema é que esquecemos rapidamente o ontem: o dinamismo da vida nos leva a viver intensamente o hoje, o momento e o agora. Não falo especificamente de “carpe dien”, mas de uma infinidade de decisões que somos obrigados a tomar e assim o fazemos sem estarmos verdadeiramente preparados para tal.

Isso é um fenômeno mundial, acontece há todo instante: mundo afora e também no Brasil, comigo com você e principalmente com as empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes – independente do porte. Mercado exigente, elevados custos, absurda carga tributária e a acirrada disputa das grandes empresas pelo mercado são os fatores principais que dificultam manter qualquer negócio, aliados é claro ao incremento de diversas tecnologias a serviço do fisco.

Considerando que o Brasil é um dos maiores berços do empreendedorismo mundial, tal fato me preocupa. E questiono mais uma vez: será que as Micro e Pequenas Empresas (MPE’s) estão preparadas para os desafios que as cercam? Será que os pequenos empreendedores possuem ferramentas de gestão adequadas? Ferramentas que venham contribuir para uma administração profissional? Questões como essas deverão ser respondidas ao longo do ano.

Feliz 2011 Sucesso à todos!

Fonte: Geraldo Zatti
Enviado para o Blog pelo nosso consultor Luiz Carlos Carneiro

Gestão e Evolução: Dez regras clássicas para implementar Business Int...

Gestão e Evolução: Dez regras clássicas para implementar Business Int...: "Por Klaus Hofmann zur Linden - Computerworld / Alemanha Publicada em 11 de janeiro de 2011 - 08h33 É essencial aprender com os erros de out..."

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Como estão seus Backup´s?

Pensei muito em que assunto abordar no primeiro post do Blog da Unigex e resolvi falar sobre as sempre esquecidas cópias de segurança dos dados, mais conhecidos como Backup´s.

Tenho um grande amigo que diz "Existem dois tipos de empresário, os que já perderam e os que ainda vão perder seus dados".

Dito desta forma parece que não há esperança, mas não é bem assim, pode sim existir empresas que nunca passaram, nem passarão pela terrível situação de perder seus preciosos bancos de dados, desde que tenham isto como uma verdadeira prioridade em seus processos.

Quando penso em backups de dados sempre tenho em mente as seguintes perguntas:

  • Tenho a certeza de que os procedimentos de backup estão sendo executados nos períodos e métodos corretos?
  • Tenho a certeza de que se perdesse neste momento os dados que estão no meu sistema conseguiria recuperá-los a partir dos backups existentes?
  • Houve algum teste recente de recuperação de informação a partir dos meus backups?

Se você respondeu NÃO para alguma das 3 perguntas, você está numa Situação de Risco!!!

Nestes 25 anos de trabalho com sistemas empresariais já vi muitas empresas que, por falta de cuidados com o backup tiveram sérios prejuizos. E quando falo em prejuizos não falo só no desembolso de milhares de reais para recuperar um disco rígido, falo também de perda de informações gerenciais, desmotivação da equipe em ter de recuperar informações com muito retrabalho e outros...

Mesmo a Unigex não sendo responsável pelos backup´s dos clientes temos sempre o cuidado de estar sempre lembrando a todos da importância dos mesmos para que ninguém venha a passar por uma situação desastrosa.

E então, como estão seus Backup´s?